A Síndrome de lúcifer e nossa luta diária

Postado em 29. fev, 2012 por em Confrontos

Hoje vou falar sobre algo que acredito que todos os que me leem conhecem a história de Lúcifer, mas aos que não sabem ou não lembram, vou refrescar suas memórias. Lúcifer era um dos anjos mais poderosos criados por Deus que se achou no direito de ocupar o seu lugar. Um terço do corpo angelical deu ouvidos a voz de Satanás e resolveu segui-lo, o Eterno destinou os rebeldes ao inferno para que vivessem separados de seu criador.O Ciúmes de Lúcifer não parou, mesmo no seu novo habitat , escolheu um novo alvo: O homem. Criado a imagem e semelhança de Deus e vivendo no habitat especial, um jardim onde Deus tinha total acesso e o homem total liberdade, a obra mais preciosa para o criador em tudo que fez, recebeu ordens de não comer da árvore do bem e do mal.

Atingir o homem, era atingir a Deus, e assim ele o fez, plantou no coração de Eva a semente de sua síndrome, de utilizar da liberdade que Deus dera ao homem, para rejeitar a dependência e intimidade com Deus, plantação rápida que deu fruto: O egoísmo. Ouvindo lúcifer o homem rejeitou o Outro que era Deus, sua sede por sabedoria e conhecimento e principalmente independência do Criador, a morte espiritual e física foi o fruto disso e consequentemente O Santo tinha que separar-se do impuro ( o homem pela contaminação de satanás) . Expulso do Éden, ainda fervilhava na mente de Adão e sua esposa que a promessa de Deus  que  deu-nos esperança,  ao dizer que da mulher viria alguém que esmagaria a cabeça da serpente e que o homem lhe feriria o calcanhar.

Ao ler essa passagem (Gen.3:15) penso que a obra de Deus é tão maravilhosa que seu plano salvador foi prometido e cumprido para que nós hoje pudéssemos ser chamados Filhos de Deus. Preparando-me para falar aos irmãos da igreja outro dia, estava ouvindo Ariovaldo Ramos falar sobre nós como filhos que não querem partilhar da rebelião, lembrei-me de algo que Deus tinha colocado em meu coração de que o Egoísmo é pecado. Jesus nos deu dois mandamentos Amar a Deus sobre tudo e ao próximo como a nós mesmos. O Apostolo João declarou que se não amarmos o próximo como a nós mesmo, como podemos dizer que amamos a Deus que não vemos?

Vejo o Egoísmo como a Síndrome de Lúcifer, algo com o qual devemos lutar à todo custo e em todo o tempo. A gente ouve falar de amor a toda hora, mas somos muito egoístas, mesmo sendo cristãos não sabemos muitas vezes praticar o amor. Ser santo é ser separado, separar-se de um sistema chamado mundo em que o individualismo é uma máxima constante. Ser Cristão é ser dependente de Deus em tudo , quando obedecemos aos seus mandamentos mostramos que o amamos, ser independente é regar a semente plantada por lúcifer, de que posso ser auto-suficiente não dependendo de Deus e do outro. O homem que não ama, não reparte e  não luta pelo próximo é egoísta e conseqüentemente está separado de Deus.

Não digo que isso seja muito fácil, mil maravilhas, ao toque de um botão. É uma luta interna diária que deve ser travada com as armas que Deus nos dá , a palavra , a fé, a oração e a esperança. A luta contra este sentimento deve ser constante e para isso devemos sempre lembrar que não podemos ser influenciados pelo individualismo. Claro que vamos falhar, não somos perfeitos, mas que possamos lutar contra esta síndrome do egoísmo e permitir-nos viver com o próximo e para o próximo . Que o Senhor tenha misericórdia de nós e nos ajude a lutar e vencer como Ele venceu. Espero que este artigo te leve a pensar e oro pra que Deus trabalhe em nós para que sejamos filhos obedientes ao Pai.

Fiquem na paz

 

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3 Responses to “A Síndrome de lúcifer e nossa luta diária”

  1. Normelia Mesquita

    29. fev, 2012

    Quero destacar essa sua fala: “O homem que não ama, não reparte e não luta pelo próximo é egoísta e conseqüentemente está separado de Deus.”
    O desejo independência nos levou a queda. Cristo nos conduziu novamente à Deus, mas, vez por outra, nossa pecaminosidade fala mais alto. Ter um coração inclinado à obediência e clamar por misericórdia é o que nos resta. Ainda bem que Deus nos conhece bem e nos impulsiona na caminhada. Sem ele, não há vida.

  2. Plínio Medeiros

    01. mar, 2012

    Só observando que o nome “Lúcifer” não está relatado na bíblia, e este Lúcifer que tanto falamos é identificado com o Rei de Tiro que acreditam ser uma entidade espiritual, ou algum homem com influência dessa entidade. A personificação do inimigo com o nome Lúcifer veio com a Igreja Católica tentando combater as crenças pagãs.

    Já sobre o amor, eu sinto uma grande na deficiência na igreja contemporânea, vejo igrejas muito preocupadas com beleza ou tamanho, porém muitos irmãos sem assistência.

  3. Jorge Oliveira

    19. mar, 2012

    Olá Ana Maria,
    Gostei do seu texto e fez-me lembrar uma frase de C. S. Lewis que citei no meu blogue:

    “Amar é, antes de tudo, ficar vulnerável… Se você quer, com certeza, manter (o seu coração) intacto, então não deve dá-lo a ninguém, nem mesmo a um animal. Envolva-o cuidadosamente com distracções e pequenos luxos; evite todos os embaraços; tranque-o na segurança do cofre do seu egoísmo. Mas nesse cofre – seguro, escuro, inerte e sem ar – seu coração mudará. Ele não se quebrará: – tornar-se-á inquebrável, impenetrável, irredimível… O único lugar fora do Céu onde você pode ficar absolutamente livre do perigo de amar é o Inferno.”

    Um abraço.

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