Eu e os outros
Postado em 31. ago, 2011 por anamaria em Extravasando
Olá pessoas tudo bene? Como hoje é o dia do blog , queria externar alguns pensamentos. Estamos aqui. Acho que a grande questão que a Sociologia/Filosofia/Teologia tem é sobre o viver em comunidade e para si. Esse assunto tem feito parte do conteúdo desse blog nos últimos tempos por ser uma grande inquietação particular. Viver em sociedade é complicado, porque nos tornamos parte do conjunto e o outro passa a se ligar a nós, ele e você acabam vivendo e convivendo, se tornando espelhos.
Conforme o tempo vai passando e a relação se torna amizade, muitas vezes nos tornamos dependentes dela por sermos seres que nos sentimos completos com o outro e pra não ficarmos só, sacrifica-se muita coisa, até mesmo nossa individualidade. Pode ser chocante, mas é uma realidade, porque ao mesmo tempo que a sociedade prega conjunto , também prega o indivíduo. Vivemos numa sociedade onde o valor está no que se tem ou no que se pode dar. Nos tornamos frustados quando o outro não manifesta a ação que esperamos e isso vai provocando um sentimento inverso, você se torna escravo do outro na medida que tenta agradá-lo e ao mesmo tempo se torna egoísta.
Onde está o amor nisso? Ele desaparece, porque aqui ele é um sentimento de apego não de amor. Ele não se desprende ao contrário se torna mais e mais escravo e um impasse está criado. O outro tenta me agradar e eu a ele , não nos soltamos e não amamos e agora o que isso gera? Um individuo cheio de questões complexas e envolvidas num impasse eterno. Ele não se define, não ama, torna-se prisioneiro do medo. Sim e House demonstra isso, no episódio de abertura da 6ª Temporada, quando ele fica internado num hospital psiquiátrico, House é assim. Descompreendido e ignorado, mas com um amigo do lado de fora que o espera.
Não tenho uma resposta pra esse questionamento que vivo diariamente. Já tentei deletar todas as minhas redes e me desapegar delas, mas não consegui. Ainda procuro entender como me portar na sociedade desprovida de máscaras e confesso que ainda não descobri uma maneira. Na bìblia , vemos que amar o próximo é o primeiro mandamento, mas ele de amar a si. Amar a si também pode ser conhecido como egoísmo. E nesse impasse fico perdida, porque como deve-se comportar o homem nesta nossa sociedade com os principios do cristianismo, de amor a si não egoísta?
Deixo a pergunta pra vocês. Quem sabe juntos podemos a um consenso que as três disciplinas que abordei no inicio não conseguiram. Faltam amigos de verdade, de carne de osso e de presença ou será que é pedir demais? Que Deus nos ajude a nos entender e a viver nesse mundo .
Fiquem na paz.

André Sanchez
31. ago, 2011
Ana, pra contribuir com a sua reflexão, deixo uma frase que achei muito forte:
“A verdadeira dimensão de um homem vem do modo como ele trata quem não pode fazer nada por ele.”
(Samuel Johnson)
Abração!!!
Haja Hope
31. ago, 2011
Que Deus nos ajude a nos entender e a viver nesse mundo .²
~
Excelente texto.
Mamanunes
31. ago, 2011
Aninha… Ame o outro como a sí mesma.
Tenho uma frase:
“Não cobro nada de ninguem, porque não negocio emoção.”
Que Deus nos ajude!
Samuel Varela - Crato/CE
31. ago, 2011
As vezes é complicado até amar a si mesmo, imagina amar o próximo…
É algo difícil, ainda mais nesse mundo de hoje, um mundo de aparências onde o amor é só fachada para se receber algo em troca.
Excelente texto… nos traz uma grande reflexão mesmo.
Thiago Ibrahim
01. set, 2011
Ana,
Entendo o “amar o próximo como a si mesmo” como um aceitar aquilo que se tem (bens, talentos e dons) como tendo sido recebido de Deus e usá-lo repartindo para o bem da sociedade.
Que Deus nos ensine todos os dias.