A questão da Localização e do território nas redes sociais.

Postado em 24. jun, 2010 por em Not@s

Hoje, estava verificando as atualizações do Hootsuite que por sinal estão muito boas e algo nas inovações deles me chamou a atenção: a geolocalização. Já havia observado isso no Twitter há algum tempo, tenho visto muitas pessoas aderirem a rede social Foursquare que usa a premissa da localização via GPS para gerar interação com usuários que estejam na mesma região que o utilizador.

Tudo bem, você quer saber o porquê a geolocalização me chama a atenção? Somos usuários da Internet, uma rede mundial de computadores e vivemos numa era chamada era da globalização, onde a questão do território é uma questão super interessante de ser analisada ao mesmo tempo em que sou cidadão de um país também sou cidadão do mundo, estamos conectados pela TV e principalmente pela Internet que a principio não tinha muito em voga a questão da territorialização, como fala Pierre Levy fazemos parte de um mundo virtual no qual a questão tempo-espaço é totalmente diferente do cotidiano,  apesar de para ele,o virtual ser uma extensão do real.

O Bang do 4square e da geolocalização do Twitter e também utilizada pelo Hootsuite me despertou novamente a questão, porque a questão da localização e da territorialização nessas redes tornou-se importante? Não sou especialista em Mídias sociais e até convido estes experts a comentarem o assunto por aqui, mas dando o meu pitaco de pesquisadora, acredito que  isso se deve ao fato de que no século XXI, a questão do público x privado no mundo virtual já começa a ser superada e aproveitada por empresas não só da área de TI, mas também da área de marketing na focalização da divulgação de produtos e empresas utilizando as redes sociais que trabalham com a geolocalização.

Levy diz que o virtual é uma extensão do real, as redes sociais aliadas ao marketing estão sabendo aproveitar do que a tecnologia está oferecendo a elas, mas a questão é será que há segurança em publicar informações de nossa localização nessas redes? O facebook, por exemplo, utiliza esse serviço pra divulgar serviços de acionistas e / ou empresas que compram divulgação  baseado na  geolocalização de seus usuários. Rousseau diria que isto faz parte do contrato dos usuários com as redes, pergunta que deixo ao leitor. Até que ponto isso é bom nas redes sociais? A questão do território já foi superada na internet? Qual o próximo passo da geolocalização?

Vou aguardar os comentários de vocês e quem sabe criar um post resposta com mais pensamentos. Obrigada pela sua presença aqui.

Fiquem na paz!

Comments

comments

Powered by Facebook Comments

Tags: , , , , ,

11 Responses to “A questão da Localização e do território nas redes sociais.”

  1. Rodolfo

    24. jun, 2010

    Comentários interessantíssimos acerca de geolocalização.
    Não sei se hoje somos capazes para dizer qual será o próximo passo…
    Prefiro esperar para ver. :-)

  2. Mirna

    24. jun, 2010

    Ana,
    tenho a mesma dúvida que você com relação aos riscos da geolocalização, especialmente em redes como o FourSquare, que evidenciam de onde a pessoa está acessando. Por outro lado, situa-nos nesse espaço-tempo virtual. Sua provocação faz pensar, mas nem sei a que conclusões poderemos chegar ;-)

  3. Ana Magal

    24. jun, 2010

    Oi Aninha…

    Bem, como a Mirna citou, essa história de geolocalização tem dois pesos e duas medidas. Ao mesmo tempo que aproxima afasta. E sem contar, infelizmente, com o perigo que ainda vivemos no mundo atual do excesso de ‘liberdade’ (e libertinagem). Acompanhei um caso verídico nos EUA que acabou sendo palco de enredo para um dos episódios do seriado Law & Order SVU, onde várias meninas universitárias foram estupradas porque entravam nas redes depois de ‘paquerar’ com o tal carinha e ligava o ‘botão’ do GPS. Bastou para o predator ir atrás de suas vítimas.

    Ao todo foram 7 meninas atacadas violentamente e uma delas faleceu. O caso chamou atenção do roteirista da série se se inspirou e fez o episódio parecido.

    Infelizmente, no momento em que precisamos estar ON, muitas vezes a parte OFF nos protege. Eu aprendi a duas custas que para conhecer pessoas fora da net só se for em grupo ou em encontrões de redes. Nunca sozinha. Ousei uma vez sair com um rapaz que conheci anos atrás num chat da AOL Brasil e tive que trocar tudo na internet e fazer queixa na polícia, pq ele ficou me perseguindo depois do primeiro encontro que não deu em nada, pq não rolou clima.

    Por essas e outras é que não curto (ainda – não digo nunca ‘dessa água não beberei’) essa coisa de ‘estou agora no lugar tal’. Ainda mais no twitter, principalmente no twitter, onde todo mundo segue todo mundo e ve tudo o tempo todo.

    Beijocas!

    Adorei o texto!

  4. Pablo

    24. jun, 2010

    A questão de pouco a pouco a geolocalização estar entrando nas mídias sociais é um caso a se pensar. Ainda não sinto como uma tendência do meio, mas pode ser que vire até um pré-requisito.
    Hoje vemos de forma muito pontual em alguns sites citados acima, mas ainda há muito a ser feito para que essa tecnologia, principalmente, esteja disponível a todos. Não é interessante para um site de relacionamento que meia dúzia de gatos pingados se geolocalizem. O intuito é que todos possam usufruir, e isso acredito que demorará um bom tempo.
    Vamos ver no que vai dar…

  5. [...] This post was mentioned on Twitter by . said: [...]

  6. Micael

    24. jun, 2010

    Muitos especialistas ao falar de globalização lembram o fato da reafirmação das culturas nacionais. Dentro deste cenário a questão cultural acaba se tornando um passaporte que torna a pessoa menos “comum” dentro da multidão e lhe dá individualidade, já que as fronteiras políticas deixam de existir.

    Enxergo este mesmo fenômeno dentro do mundo das redes sociais. A geolocalização vem ser contra-ponto, um delimitador do alcance. Uma espécie de filtro para lidar com a avalanche de interações.

  7. Héber Sales

    25. jun, 2010

    Particularmente, acredito que a privacidade continuará sendo um valor importante para usuários das redes sociais nas sociedade democráticas. Postei algumas evidências sobre isso aqui: http://campidigital.ning.com/forum/topics/quem-se-importa-com-a

  8. Mamanunes

    25. jun, 2010

    Também tenho dúvidas quanto ao risco de tanta exposição.
    Há alguns dias li no Twitter uma pessoa marcando presença em um pub de classe média na região dos Jardins em São Paulo e pensei:
    Que coraaaagemmmm!!!!
    Realmente não sei onde tudo isso poderá nos levar, mas fico na moita e cada vez mais me espanto menos :)
    Fico com o Riobaldo (Guimarães Rosa):
    “Já vi de tudo nesse mundo, até cavalo com soluço…”

    Bom questionamento Ana!!
    beijo da mama♥

  9. nadiavida

    25. jun, 2010

    Menina, qse devorando seus textos. Adorei seu espaço… E vou te contar, adoro as “mudernidas” mas descobri cmg mesma q se não nos policiar somos tragados por ela.

    Tento me expor ao mínimo, nao coloco endereço, nao sou segura. O mundo tá aí cheiinho de pessoas q parecem boas e ficam cuidando pra atacar… Se não existissem tantas pessoas más no mundo, seria o máximo essa facilidade que a tecnologia oferece, mas… Ahhh me mande sempre as novidades. Adorei vc e… #bjometwitta (aprendi isso e adorei…) rss

  10. Plínio Medeiros

    25. jun, 2010

    Muito bom ter abordado este assunto. A geolocalização é bem, interessante, porém para explicar essa onda, só uma uma explicação, novidade, a cibercultura é movida por novidade, quando há algo novo, todos focam nisto, por isso a necessidade de ser ágil neste mercado, caso não consiga ser um desbravador, que possa pelo menos pegar o melhor lugar da onda.
    Mas aí fica a pergunta, para que serve o serviço de geolocalização para o usuário em si? Vai ser muito útil para mídia espontânea em pontos comerciais, não consigo pensar em algo muito além disso.

  11. AntonioCostha

    13. fev, 2011

    Vejo que diante do inevitável sistema o ser humano se torna objeto ,o sujeito pode passar a ser veiculo, o que está por traz e no controle é que pode ser fatal , pois a intençao já é sabida psico-socio-patolólica, devemos abrir os olhos para a autonomia vir pela apropriaçao do auto-conhecimento,dos meios de interação e conscientizaçao ,assim poderemos dizer náo ao “nosso código de barras ” e nos manter unidos pela solidariedade, o amor ,o senso de justiça e o governo da cooperaçao participativa, ….na vontade dELE!

Leave a Reply